| ProfileO Que é Socialismo?BlogLists | Help |
O Que é Socialismo?Socialismo é Possessão Demoníaca Coletiva! É Abominação! É a Ideologia Nº 01 de Satanás Sobre a Face da Terra! Não se curve a ele jamais! |
||||||||||||||||||||||||||||
|
(A Maior de Todas as Abominações da Face da Terra!)
|
O Que é Socialismo? (Parte 11) Em 2007 comemora-se o aniversário de 90 anos da Revolução Russa de 1917 e 40 anos da morte de Che Guevara na Bolívia. Os mitos e o idealismo dessas datas camuflam a mais assustadora criminalidade do século XX. Poder-se-ia dizer que o comunismo foi a pior e mais destruidora tragédia da história humana. Em números de mortos, supera o nazismo e demais guerras mundiais somadas. O golpe de Estado bolchevique de 1917 foi o prenúncio da devastação de um país: a Rússia no começo do século XX era um das nações mais ricas do mundo. Ao contrário da mitologia esquerdista, possuía um dos mais audaciosos sistemas de educação pública da época e ainda uma das maiores frotas comerciais do mundo. Um pouco antes da revolução, 50% da população russa já era alfabetizada, graças às reformas de Alexandre II, o mesmo que libertou os servos em 1861. Embora no país predominasse a população agrária, essa característica não era em si comum à Rússia, mas a vários países da Europa; a industrialização, financiada pelo capital francês, inglês, alemão e nacional, fazia germinar um país moderno e empresarial. Por outro lado, a Rússia era uma das maiores produtoras de cereais e alimentos do mundo, tendo seu recorde de safra em 1913, cálculo jamais superado pelo regime comunista. Há de conjecturar que, embora houvesse a cultura autocrática e repressiva do czarismo, a sociedade russa conheceu um esplendor intelectual inimaginável, nas figuras de escritores como Dostoievski e Tolstoi e músicos como Tchaikovski e Rachmaninov, entre outros. Sem contar uma verdadeira elite de cientistas, educadores, matemáticos e biólogos, gerados por esse esplendor.No entanto, em 1917, toda essa realidade mudou. O que poderia ser o destino de uma nação potencialmente próspera acabou caindo no pesadelo mais profundo do totalitarismo. O bolchevismo conseguiu destruir completamente uma sociedade constituída. Massacrou os quadros intelectuais, econômicos, políticos e militares mais significativos da sociedade russa. Impôs terror, violência e destruição em todas as esferas da vida social. E conseguiu arruinar completamente um país. Comerciantes, intelectuais, administradores, aristocratas, matemáticos, empresários, profissionais liberais, proprietários de terras, clerigos, quase todos foram aniquilados pelo terror vermelho. Quando esses grupos sociais deixaram de existir, o terror se generalizou entre os operários e camponeses, ora assassinados, ora reduzidos a mais completa tirania. A matança indiscriminada da população se associou a mais completa criminalização da vida social. Milhões de pessoas foram presas e deportadas para os campos de concentração na Sibéria e em outros locais da União Soviética. Na verdade, milhões de pessoas foram usadas como mão de obra escrava, para sustentar a inépcia econômica do regime. A indústria nascente russa foi destruída, e a coletivização, junto com o massacre de milhões de camponeses pela fome, escasseou e esgotou a produção de alimentos. A Rússia, que no inicio do século XX exportava alimentos, hoje é uma importadora de comida. Graças a Lênin, que matou cinco milhões de camponeses de fome. Graças a Stalin, que matou outros seis milhões e desestruturou a agricultura russa, tornando-a completamente inócua.
Mas o bolchevismo não foi apenas um sistema de criminalidade, terror e destruição inaudita do povo russo. Ele devastou o Leste Europeu e massacrou os melhores quadros intelectuais, econômicos e políticos dos países ocupados. Espalhou seu veneno pela Ásia, África e América Latina, com o preço de miséria, opressão e homicídios em escala demencial. Imbecilizou o povo, tornando-o servil ao Partido e à sua ideologia estéril e sufocante. Exterminou a liberdade civil e política dos povos. Insuflou guerras, caos e revolta por onde passou. E como um sistema imperialista, expandiu a dominação e impôs despotismos em qualquer lugar por onde se estabeleceu. Foi, em suma, uma ameaça à civilização e as suas liberdades, uma ameaça de levar o mundo no século XX ao reino das trevas.
Impressionante é presumir que uma ideologia tão destrutiva e tão inspiradora de genocídios seja algo a inspirar os intelectuais. De fato, o bolchevismo é uma ideologia de intelectuais radicais, uma idealização que sacrifica a realidade ao plano da loucura. O simulacro de sofisticação em Marx, Lênin, Engels, Rosa e seus congêneres mais vulgares, como Mao Tse Tung e adjacências, não sobrevive ao peso da realidade. Porém, a intelectualidade se corrompeu: o século XX foi o século da mentira, o século da mentira e cumplicidade dos intelectuais. Raramente se mentiu tanto pela ideologia. E o socialismo foi capaz de falsificar a história e a realidade pela ideologia. O mito em torno da Revolução Russa é um emaranhado de falsificações. Mentiras e mais mentiras repetidas a exaustão, até que se tornem verdades sacralizadas. Daí a entender a tamanha popularidade de mito, ainda que a realidade denuncie os piores crimes.
E Che? Che Guevara é produto dessa mentira histórica, dessa cumplicidade criminosa dos intelectuais do século XX. O mito Che não sobrevive à realidade; ele é o contrário daquilo que representa. Em nome da liberdade, foi um defensor das piores e mais criminosas ditaduras, criador de campos de concentração e trabalhos forçados em Cuba. Prócer do idealismo e da vida faustosa, não passava de um fanático e um assassino em massa, executor sumário de centenas de inocentes. E para aqueles que idealizam a paz mundial, era um homem que acreditava na violência como resposta para todos os problemas do mundo. Se o movimento terrorista, com sua crença fanática na destruição como resposta para tudo, surgiu no niilismo russo e instaurou sua ação política de Estado na Revolução Russa, Che Guevara é a personificação do Netchiaev, do espírito do terrorista russo no militante latino-americano. Já havia precedentes para isso: a revolução francesa já tinha inaugurado o terror do Estado revolucionário, na ação dos jacobinos e suas guilhotinas, esses bolcheviques de perucas. Todavia, o moderno “terrorismo de Estado”, em sua escala monumental de violência, por assim dizer, é uma inovação comunista, já que o movimento comunista é, por definição, um movimento terrorista dentro e fora do poder.
Países economicamente arruinados, miserabilizados, indigentes; povos bestializados na servidão, na mentira, na estupidez e na ignorância, vítimas de uma ideologia nauseante em todas as esferas intelectuais, políticas e culturais da sociedade; regimes tirânicos, policialescos, traiçoeiros, destruidores dos laços morais e espirituais de solidariedade humana, na delação, no medo e no terror; assassinatos, expurgos, deportações em massa e milhões de cadáveres. Como diria um historiador, é o sacrifício do homem comum, verdadeiro, imperfeito, autêntico, pelo plastificado “homem novo” socialista, artificial, desumanizado, despersonalizado. Ou nas palavras de Nelson Rodrigues, uma “antipessoa”. No total, cem milhões de mortos em todo o mundo. Esse é o preço do comunismo em toda a história do século XX. Há o que comemorar? O Que é Socialismo? (Parte 10)11. Comunismo e terrorismo na América Latina: o espírito de Netchiaev tropical. O Catecismo Revolucionário, escrito por Netchiaev, pode ser considerado o protótipo do terrorismo moderno. Para um revolucionário, nas idéias do anarquista fanático, não existe família, não existe Deus, não existe pátria, não existe amor, não existe amizade; tudo deve ser sacrificado pela causa revolucionária. Ele acabou fundando um grupelho de fanáticos, chamado “Narodnaye Volia”, “A Vontade do Povo”, cuja temática era a lealdade grupal sectária, no sentido de controlar os passos de cada militante. Curioso é pensar que um grupo de fanáticos se auto-afirmem a vontade popular, ainda que o povo não fosse consultado para isso. Cada discípulo, em nome do grupo, era obrigado a obedecer e delatar qualquer desvio contrário às idéias desse movimento. E a causa primeira de tudo era a revolução. Pela revolução era permitido trair, matar, aterrorizar, roubar e fazer qualquer coisa pela causa. Enfim, a mesma coesão obrigava o militante a se desumanizar e despersonalizar completamente, através de uma obediência cega e irrefletida ao grupo, tal como uma seita iniciática. Essa despersonalização era a destruição da consciência moral. E como o conceito “moral”, por assim dizer, era fazer tudo pela “revolução”, logo, matar, roubar, destruir era válido, contanto que favorecesse a causa. Essa era a “moralidade” da causa. Netchiaev ficou famoso quando um dissidente de seu grupo quis sair do movimento e, como prova de lealdade, obrigou um de seus discípulos para que matasse o recalcitrante. Estrangulado, o rapaz ainda levou um tiro na cabeça do próprio Netchiaev. Entre seus correligionários, havia a adesão cega e o terror. Quem não obedecesse seria morto. O crime chocou a sociedade russa do século XIX e serviu de inspiração a um dos maiores romances de todos os tempos: “Os Demônios”, de Dostoievski. Décadas mais tarde, a Rússia foi dominada pelos discípulos de Netchiaev: a revolução russa de 1917, quando os bolcheviques tomam o poder e iniciam o terror em massa contra a população civil. Lênin era o mais notório discípulo de Netchiaev, já que sua militância já provinha, de longa data, das atividades terroristas do populismo russo. Um exemplo claro de sua psicologia já se revela exposta em 1891: quando houve a grande crise de fome na Rússia, a grande maioria da população, incluindo os nobres e a família do czar, mediu esforços para salvar os camponeses da fome. Toneladas de alimentos e recursos foram doados para combater a miséria. Lênin foi um dos poucos russos que condenaram as doações de alimentos. Nas palavras dele, as doações de alimentos evitariam o processo revolucionário e, em suas conclusões, os camponeses deviam ser deixados morrer de fome, para explodir a revolução. Na prática, isso custou caro à Rússia: em 1921, Lênin, como ditador, causou a segunda maior fome da história russa, matando cinco milhões de seus concidadãos de fome. A dimensão da tragédia da fome na época de Lênin só foi superada pelo seu substituto Stalin, com a fome ucraniana de 1929 a 1932. De fato, se o terrorismo moderno ganhou várias vertentes, o comunismo foi um dos movimentos que mais contribuíram para a disseminação do terror. Em particular, na América Latina, esse convite ao crime teve várias manifestações em grupos terroristas violentos, de inspiração comunista, financiados pela própria União Soviética e, posteriormente, por Cuba: a expansão de focos de guerrilha, no intento de destruir as democracias e implantar regimes totalitários no continente. As cenas que veremos agora demonstram claramente como o espírito de Netchiaev e de Lênin dominaram os trópicos no século XX e ainda ameaçam a América Latina, com a ascensão das esquerdas na Venezuela, Bolívia, Argentina e Brasil. O comunismo revolucionário na América Latina é parte do mesmo processo que assolou o século XX: violência e terror de forma indiscriminada. 11.1.Mitos da revolução cubana: o invólucro das mentiras. 11.2.Che Guevara: uma máquina fria de matar. A fama de assassino de Che não começa em La Cabana: inicia-se na Sierra Maestra, onde ele fuzilou dezenas de cidadãos, considerados desafetos dele. Um caso em particular até hoje é controverso: um camponês chamado Eumidio Guerra, que lutava com os guerrilheiros em Sierra Maestra, tornou-se suspeito de ser espião de Batista. Todavia, uma boa parte dos companheiros de guerrilha não tinha certeza do caso e achavam que o indivíduo era inocente. Discordando de todo o resto, Che executou sumariamente o camponês. E ainda disse: “em caso de dúvida, matem”. Outros crimes também são atribuídos a Che: o de que ele também teria matado pessoalmente um de seus comandados que havia roubado um prato de comida. A maneira como Che tratava tanto seus subordinados, como seus inimigos era mal vista por muitos guerrilheiros da campanha, entre os quais, Jesus Carreras e Huber Matos. Quando ele tomou a cidade de Santa Clara, abriu novos pelotões de fuzilamentos sumários de soldados e oficiais capturados na cidade. O paredão onde Che Guevara executou suas vítimas. 11.3. A desconhecida ilha-prisão do Caribe. Coronel Cornélio Rojas, chefe de polícia de Santa Clara, fuzilado a mando de Che Guevara, em 8 de janeiro de 1959. "Fusilamientos, sí. Hemos fusilado. Fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necesario." Discurso de Che guevara na Organização das Nações Unidas. (Che Guevara).
Huber Matos, um dos homens que apoiara a guerrilha e se tornou governador de Camangüey, criticou duramente a “comunização” do país e renunciou ao cargo, em protesto contra os métodos ditatoriais do novo regime. Fidel Castro mandou prendê-lo, acusando-o falsamente de “conspiração” e Mattos pegou 20 anos de cadeia. Até seus familiares foram presos junto com ele.A imprensa não é poupada. Antigos opositores de Batista no jornalismo são perseguidos pelo novo regime e jornais, mesmo os que foram solidários a Fidel, na guerrilha, são fechados. A revista Bohemia, de Miguel Angel Quevedo, que reproduziu o discurso de Castro, é uma dessas vítimas. Deprimido, o dono do jornal acabou se matando, no exílio. Expurgos no movimento revolucionário: Willian Morgan, guerrilheiro norte-americano e companheiro de Fidel Castro em Sierra Maestra. Rebelando-se contra as diretrizes ditatoriais e comunistas de Castro, foi preso, acusado de traição e fuzilado, em 1961.
Jesús Carreras, comandante de uma das tropas de Fidel Castro e desafeto de Che Guevara. Rejeitando a proposta castrista de uma ditadura, ele foi outro guerrilheiro de Serra Maestra preso, acusado de traição e executado, junto com Willian Morgan, em 1961.
Transporte coletivo de primeiro mundo. . .
Prisões cubanas: 1% da população na cadeia e denúncias graves de torturas, maus tratos e promiscuidade entre prisioneiros políticos e criminosos comuns. As duas últimas fotos são as chamadas "gavetas", solitárias cujo tamanho é menor do que o corpo do prisioneiro. A doutrinação ideológica da juventude: o regime possui dôssies das atividades de suas crianças e são fiscalizadas deste o ínicio de suas vidas. Assim, se elas cooperarem com a ideologia do governo, o Partido Comunista define se elas podem ou não entrar em uma universidade. Abril de 1980: um grupo de cidadãos cubanos rouba um ônibus e invade a Embaixada do Peru, em Havana. 10 mil cubanos aproveitam a falta de vigilância e pedem asilo político do país. "Cuba libre sim". . .em Miami, perto do Bush "fascista". Atualmente, estima-se que em Cuba, 20 mil pessoas foram fuziladas, 80 mil morreram afogadas ou metralhadas pela polícia de Fidel Castro no Golfo da Flórida e cerca de 1% da população, ou seja, mais de 100 mil presos, em um país de 11 milhões. Isso corresponde a quase metade da população carcerária brasileira, com quase 300 mil presos e, proporcionalmente menor do que o número de presos nos Eua, que corresponde a 0,5% da população americana. Contam-se quase 20% da população fora do país, ou seja, 2 milhões de cubanos. 12. Mao Tse Tung no Peru: o Sendero Luminoso abre uma ladrilha de cadáveres.
Vídeo em alusão aos crimes do Sendero Luminoso.
Cadáveres abandonados. . .
Quase mil pessoas estão seqüestradas e estão em cativeiro na Colômbia, pelas Farcs.
O Que é Socialismo? (Parte 09)10.3. A revolução húngara de outubro de 1956: a luta pela liberdade! Budapeste, 23 de outubro de 1956: Milhares de manifestantes húngaros saem às ruas para protestar contra o governo comunista. Exigem liberdades civis e políticas e o fim do monopólio do Partido Comunista. Abordados pelas forças de repressão, são metralhados pela tropas soviéticas e pelos tanques.
Em resposta aos massacres da polícia política e do exército vermelho, milicianos se armam contra o regime e revidam contra os ataques da repressão política. Ferozes combates são travados e o governo comunista de Budapeste é destituído. Nagy, o líder comunista mais liberal, forçado pela população, declara romper com o Pacto de Varsóvia, instituir eleições livres, o pluripartidarismo e as liberdades civis e políticas.
Um soldado húngaro contempla um tanque soviético destruído.
Os dissidentes não são poupados das execuções sumárias. . .
Vídeo do hino da Hungria: os patriotas mortos em 1956 são homenageados em 2006. 10.4. 1968, a revolta de Praga: a Primavera subjugada pelos tanques! A população tcheca se revolta contra o sistema opressivo do Partido Comunista. Exigências de liberdade de imprensa, liberdade política, liberdade de ir e vir, plurapartidarismo e liberalização econômica são discursos comuns em 1968. Além do que, a ruptura com o Pacto de Varsóvia. Curiosamente, a contra-cultura ocidental caminhava no sentido contrário: enquanto os tchecos reivindicavam democracia e valores liberais individualistas, ausentes na ditadura pró-soviética, os franceses e demais estudantes de todo o mundo cultuavam Mao Tse Tung, Che Guevara e demais regimes totalitários. Hippies protestavam pela "paz" na guerra do Vietnã, ainda que isso representasse abandonar a Indochina nas mãos dos comunistas e dos engenheiros sociais. No entanto, dentro da mentalidade tcheca, há um paradoxo discursivo: exigem todas as liberdades civis da democracia liberal, mas, ao mesmo tempo, acreditam no "socialismo com rosto humano" de Alexander Dubcek, líder moderado do Partido. Na verdade, o tal "socialismo com rosto humano" era uma espécie de adesão tímida e envergonhada aos conceitos liberais-democráticos, com pitadas sociais democratas. A influência do dramaturgo Vaclav Ravel nos ocorridos foi de grande valia para os acontecimentos. Em 5 de janeiro de 1968 o governo de Dubcek anuncia as reformas liberalizantes que incomodam o governo de Moscou. Brejnev, o premiê soviético, não gostou da graça. Meses depois, no dia 20 de agosto de 1968, a União Soviética invade a Tchecoslováquia, em duas divisões militares, com mais de 10 mil tanques, 800 aviões e cerca de 500 mil soldados do Pacto de Varsóvia, em sua maioria, russos, e tropas de mais outros países do Bloco. Alexander Dubcek foi seqüestrado, levado pra Moscou e obrigado a renegar suas idéias e, de forma humilhante, pediu, em rádio, para que a população tcheca não resistisse a invasão. Na ação morreram 90 pessoas e cerca de 500 pessoas ficaram feridas. 300 mil pessoas foram embora do país, no exílio e outras quase duas mil foram presas. Alexander Dubcek, no auge de sua popularidade: forçado a trair seus próprios compatriotas.
Jan Palach, estudante tcheco, que no dia 16 de janeiro de 1969, cometeu suicídio público, tocando fogo no seu corpo, na frente da Praça Wenceslaw, no centro de Praga, em protesto contra a invasão de seu país pelos soviéticos. Ele contava apenas 20 anos. Seu enterro deixou o país de luto e mobilizou vários protestos nas ruas de Praga, com quase um milhão de pessoas. Mais outros cidadãos o imitam, cometendo o mesmo ato público. Nelson Rodrigues, em uma notável crônica, fala sobre o suicídio do jovem tcheco: "A Cortina de Ferro degradou a morte. Se não há vida eterna, que importa o suicídio, o fogo, a navalha ou o tiro?(...) Por sua vez, o Partido Comunista Italiano declarou que a reação soviética é um 'erro político'. Não 'moral', 'ético', 'imoral', 'desumano', mas simplesmente 'político'. O homem deixou de ser um homem, é um fato 'político'. Tudo isso aconteceu num passado recente. Todavia, aprendemos que nem sempre todos são escravos nos países comunistas. Há sim, na cortina de ferro, um homem livre - o suicida!". Um vídeo excelente, ridicularizando os soviéticos. A música de fundo é o hino da Internacional Comunista.
10.5. Berlim e o Muro de Vergonha: o totalitarismo divide uma cidade entre a servidão e a liberdade. Duas Alemanhas nasciam em 1945. A Alemanha Ocidental livre, capitalista, criada em sólidas bases democrático-cristãs, em particular, na figura do estadista Konrad Adenauer. E havia a outra Alemanha, a do Oriente, que demasiado sofrida com os horrores da guerra e do totalitarismo nazista, agora sofria uma nova forma de totalitarismo, com o Partido Comunista Alemão e sua versão importada de polícia política soviética, a STASI, no poder. E esta divisão cortava ao meio uma só cidade, Berlim. Duas realidades, duas potências, dois modelos que encarnavam a guerra fria. E, no entanto milhares de cidadãos da Alemanha Oriental fugiam para o lado oeste, para o lado da liberdade. O êxodo alemão do leste para o oeste chegava na cifra de mais de três milhões de pessoas! Temendo nisso uma fuga em massa de cidadãos alemães do regime comunista, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir o muro, revogando a liberdade de ir e vir de seus cidadãos. Na verdade, essa proibição já existia em quase toda a Alemanha Oriental. Porém, como o povo não obedecia às ordens e o regime só era popular entre os comunistas, estes resolveram agir. Se não agissem, só sobraria o Partido Comunista no país e a população ameaçaria deixar Berlim Oriental deserta. O governo comunista alemão acordou seus concidadãos, na manhã do dia 13 de agosto de 1961, com barulhos de trabalhadores construindo um gigantesco muro, separando-os de outra parte de alemães. Soldados fortemente armados fechavam as fronteiras orientais de Berlim, junto com cercas e arames farpados. Mais de 150 quilômetros de concreto separavam uma mesma cidade. Amigos, namorados, noivos e famílias inteiras foram separados por anos, pelo muro da vergonha. Até casas e cemitérios foram separados. Centenas de torres, arames farpados eletrificados, cães de guarda raivosos e soldados, prontos para atirar, vigiavam os passos de milhões de alemães orientais que tentavam pular para o outro lado do muro. Quem via o muro, percebia a diferença de caráter dos dois regimes: na parte ocidental, um país sorridente, espontâneo, alegre, dono de si, redimido pela liberdade e pela democracia, depois de anos de nazismo; e do outro lado, a Berlim Oriental taciturna, cheia de guardas, militarista, escurecida, cinzenta, e um povo oprimido, vivendo numa eterno estado de sítio e toque de recolher. A cidade dividida em mapa.
Alemães fugindo, desesperados, para o lado ocidental de Berlim.
um homem livre rondando as muralhas da prisão. . .
A liberdade acima da autoridade fardada: até o guarda da fronteira é um ser oprimido. Conrad Schuman não resiste e foge no dia 15 de agosto de 1961, pulando a cerca divisória da cidade. Encontra a liberdade. O Que é Socialismo? (Parte 08)10. O espectro do comunismo ronda a Europa do Leste: a cortina de ferro!
Stálin morto em 1953: responsável por 20 milhões de mortes, seus herdeiros fizeram questão de esquecê-lo. 1945-1953: Berlim sucumbe à derrota. Stálin expande o domínio comunista sobre todo o Leste Europeu e metade da Alemanha, através da ocupação do exército vermelho. Por intermédio de eleições fraudulentas, num simulacro de democracia, ele consegue legitimar o Partido Comunista e implantar ditaduras por quase toda região, inaugurando a "cortina de ferro" do totalitarismo. As oposições políticas são esmagadas. Milhares de poloneses, tchecos, eslovacos, húngaros, romenos, búlgaros, alemães são presos, deportados ou assassinados. Até antigos membros da resistência antinazista, em alguns países, são dizimados. Muitos, sobreviventes das prisões e campos de concentração nazistas, sentirão o tacão dos tanques e das cadeias e campos soviéticos. O Pacto de Varsóvia, a "aliança" militar entre países comunistas, não passa de um tratado de governos fantoches, satélites da União Soviética. As autonomias nacionais do Leste são esmagadas pelo bolchevismo! 10.1 Os ventos da liberdade fazem tremer a Cortina de Ferro.
10.1. Berlim Oriental, 17 de junho de 1953: Os alemães orientais enfrentam os tanques comunistas.
10.2 .Poznan, 28 de junho de 1956. Grita a Polônia católica: Deus, Pão e liberdade!
O Que é Socialismo? (Parte 07)Na época de Stalin, o chamado "realismo socialista" foi a arte oficial soviética do regime até os idos dos anos 60. "Arte" seria caridade, já que tal moda não passava de propaganda ideológica soviética disfarçada. O mais característico nas pinturas, esculturas e retratos do "realismo socialista" é o total irrealismo das cenas. Enquanto milhões de cidadãos soviéticos estavam sendo dizimados pela fome, pelos expurgos, pela repressão politica em massa, as pinturas e esculturas stalinistas retratavam camponeses e operários felizes, risonhos, com faces coradas, bajulando a imagem de Stalin e do Politburo soviético. As pinturas são tão ruins, que mais lembram algo kitsch. Nesta mesma época, grandes artistas, escritores, poetas e teatrólogos soviéticos estavam sendo deportados para os campos de concentração ou fuzilados. Nem o cineasta Serguei Eisenstein, o queridinho da alta burocracia soviética, foi poupado da censura, já que fugia à linha ideológica do Partido. Se existiu algum tipo de arte genuína na época de Stalin, foi simplesmente a arte da dissidência, dos perseguidos do regime. Todavia, o irrealismo do regime não se limitava somente à propaganda e às artes: a história mesma era falsificada. Até a ciência e o conhecimento não fugiam à regra. A insólita história do charlatão Lissenko, elevado a diretor da Academia de Ciências da Rússia, que rejeitava a teoria mendeliana da genética, por ser uma "ciência burguesa" e "boukarinista-trotskista", mostra a loucura da ideologização comunista na vida social. Nesta mesma época, os verdadeiros biólogos e cientistas que não concordavam com a loucura de Lissenko eram deportados para a Sibéria ou mortos. Por outro lado, a criminalidade do regime soviético não foi denunciada em sua época, porque houve uma sólida e perversa solidariedade dos intelectuais. Nos anos 30, Moscou comprou a peso de ouro muitas consciências, ao ponto de criar quadros intelectuais de peso que mentissem à vontade, em favor de Stalin e da União Soviética. Daí a entender o porquê dos crimes da Grande Fome na Ucrânia, as atrocidades do Comintern da guerra civil espanhola, os julgamentos-farsa de Moscou e mesmo as deportações em massa de populações inteiras do Leste Europeu terem sido silenciadas no mundo ocidental. É a traição dos intelectuais, que venderam a sua alma ao regime comunista.
91. O realismo socialista "trash".
A arte soviética: irrealismo socialista e culto à personalidade.
9.2. Iejovshna e os processo de Moscou:a farsa oficializada.
Os anos de 1936 a 1938 foram um dos mais violentos da história soviética. Tal época foi também conhecida como Iejovshna, por causa do terrível e implacável chefe da polícia política soviética, Nikolai Iejov, que coordenou todos os mecanismos de repressão política e matanças do chamado "Grande Terror". O pretexto para a tamanha criminalidade foi o assassinato de um dos líderes do Partido Comunista, Serguei Kirov, ocasião em que Stálin encontrou um pretexto para o expurgo em massa. Até hoje suspeita-se que o próprio Stalin tenha mandado matar Kirov, embora nunca foi compravada tal hipótese. Seja o que for, Stalin soube aproveitar o crime, para criar uma nova onda de repressão política. Em dois anos, cerca de um milhão e duzentas mil pessoas foram presas, entre as quais, setecentas mil foram executadas. Os expurgos não somente atingiram toda a sociedade civil constituída, como esmagou vários quadros do Partido Comunista e do exército vermelho. Antigos líderes, como Kamenev, Zinoviev, Bukharin e o marechal Tukachevski, foram "julgados" e executados. Coloca-se entre aspas, porque os julgamentos já tinham a sentença de morte decretada antes dos processos.
I. mais 02 dos 05 marechais; II.13 dos 15 generais cinco estrelas; III. 08 dos 09 almirantes; IV. 50 dos 57 generais de divisão quatro estrelas; V. 154 dos 186 generais de divisão; VI.Todos os 16 comissários do exército; VII. 25 dos 28 comissários de divisão do exército. 9.1. O expurgo da verdade e da história: quem acredita nos comunistas? O regime comunista soviético aplicou a falsificação deliberada da história em grande escala. Os livros, as fotos, as idéias, eram todos reescritos em vistas à conveniência do Partido Comunista. Isso já começa com Lênin, quando a Vetcheka monitorava tudo o que era escrito a respeito da União Soviética fora de suas fronteiras. Jornalistas e escritores eram obrigados a escrever aquilo que o Partido determinava e qualquer tipo de crítica que pudesse sair do país, aos olhos da opinião pública internacional, era censurado. Na época de Stálin, a falsificação tomou proporções sofisticadas e absurdas, sendo que toda memória histórica da Rússia foi reescrita várias vezes, aos caprichos do ditador. Não somente a memória histórica foi expurgada e deturpada, como a verdade foi uma das maiores vítimas na Rússia. É perfeitamente compreensível entender o porquê do povo russo ter uma certa amnésia de seu passado. A falsificação criminosa da memória histórica é uma das coisas mais surrealistas noticiadas no século XX.
Stálin nunca esteve aí: essa foto é falsa. Lênin era o espantalho do Partido para tudo e Stálin precisava se legitimar neste símbolo. Ainda que falsificasse a história. Tio Koba, o amigo das crianças: enquanto o ditador soviético batia essa foto com a criança acima, seus pais foram executados pela polícia política, durante o Grande Terror.
Ramon Mercader: espanhol, agente do Comintern, assassino de Trotsky, em 1940. Condecorado pelo regime soviético, morreu em Cuba, na ilha de Fidel Castro, em 1978. 9.3. As mil e uma faces de Pavlik Morozov. Músicas, poesias, corais, teatros eram incentivados para as crianças soviéticas louvarem o " glorioso mártir" soviético, menino Pavlik Morozov, com exemplo de virtudes. O motivo? Ele delatou o pai para a NKVD. O caso Morozov é dos mais monstruosos relatos de uma educação utilizada pelo controle estatal. As crianças, fanatizadas pela propaganda soviética, induzidas a traírem os pais ao Partido. As crianças, inavertidamente, foram usadas como a extensão da própria polícia política. O mito em torno de Morozov nasceu em 1932, época da coletivização forçada, quando Morozov, aos doze anos, pertencente a um grupo escolar de militantes comunistas mirins, denunciou o pai, que vendia alimentos para os "inimigos do Estado Soviético". O defecho foi trágico: o pai de Morozov foi deportado para um campo de concentração soviético e os avós, tios e primos desesperados do garoto, acabam matando-o, para evitar a delação. Milhares de telegramas de populares, enviados à polícia política, pediam "justiça" contra o crime. A polícia política não perdoôu: prendeu e deportou toda a família do rapazinho. Estátuas, escolas, monumentos e mesmo grupos de escoteiros foram batizados para homenagear o garoto que traía sua família pela revolução. O grande paradoxo é que a história, provavelmente, não existiu: é fruto da propaganda de mentiras e desinformação soviéticas, criada para induzir a delação em massa de filhos contra os pais. Até hoje os historiadores têm dificuldades de provar a existência da versão martirológica de Pavlik, precisamente porque, durante gerações, ela foi totalmente reescrita. Mesmo as fotos de Morozov foram modificadas, de acordo com as conveniências da propaganda. A farsa durou até o fim dos anos 80. A família, na União Soviética, foi criminalizada pelo Estado. ![]() 9.4. A traição dos intelectuais: as mentiras que eles contam. . . Depois de tantas atrocidades feitas pela União Soviética, por que o mundo dos anos 30 silenciou a respeito dos crimes de Stálin e seus congêneres? Moscou comprou, induziu e manipulou muitos intelectuais que, cooperando com o regime, mentiram ou falsificaram os acontecimentos que ocorriam em território soviético. A grande fome na Rússia da Ucrânia, durante muitos anos, foi virtualmente negada pelo governo comunista, seus militantes e simpatizantes. E da mesma forma que a União Soviética fabricou uma campanha de desinformação a respeito de sua realidade, induziu os Partidos Comunistas a mentirem, ou, na melhor das hipóteses, a caluniar, difamar e desmoralizar os dissidentes e homens de bem que revelavam os crimes do regime. Essa propaganda de desinformação e mentiras existe até hoje, quando são denunciadas as condições sub-humanas de alguns países comunistas, como Cuba, Coréia do Norte, China e Vietnã, ou quando são revelados crimes contra os direitos humanos. Uma legião de intelectuais ainda é leal ao mal.
Jean Paul Sartre, o intelectual das causas imbecis: defendeu Stálin e mentiu sobre os campos de concentração soviéticos, negando-os, antes de renegar o Partido Comunista, para não atingir sua imagem. Apoiou a Coréia do Norte, na guerra da Coréia, dizendo que os norte-coreanos estavam sendo agredidos pelos norte-americanos. Defendeu laboriosamente o terrorismo árabe na Argélia e a violência comunista no Vietnã contra os franceses e os próprios vietnamitas: "Derrubar um europeu é suprimir, ao mesmo tempo, o opressor e o oprimido". E nos anos 60, aderiu alegremente ao banho de sangue e violência do ditador chinês Mao Tse Tung, na China e tinha deslumbramentos com relação a Che Guevara, o sanguinário guerrilheiro argentino. Suas palavras sobre Che: "o mais completo ser humano de nossa era!". Sartre pode ser considerado o intelectual completamente mais estúpido de nossa era! Noam Chomsky, o "maior intelectual do mundo", na visão da esquerda festiva: ele defendeu o ditador Pol Pot contra as denúncias de genocídio no Camboja, acusando os norte-americanos de fazer propaganda contra o regime comunista. Com sua notoriedade, acobertou um dos maiores genocídios do século. Atualmente, apóia tudo quanto é tipo de modelos totalitários terceiro-mundistas: as Farcs na Colômbia, a proto-ditadura de Hugo Chavez, na Venezuela, Fidel Castro, o terrorismo árabe, além de sentar na mesa com os fanáticos comunistas do Fórum Social Mundial. O Que é Socialismo? (Parte 06)8. Camboja: um país reduzido a um gigantesco cemitério.
O tirânico ditador Pol Pot, que governou o Camboja entre 1975 a 1979, na verdade se chamava Saloth Sar, e nasceu membro de uma família rica na Indochina, realizando seus estudos na França. Militante do Partido Comunista Francês, absorveu várias ideologias revolucionárias, entre os quais Lênin e Frantz Fanon, cuja pregação racista e terceiro-mundista contra os europeus e contra as cidades, influenciou muito sua visão política. Sem contar o próprio Jean Paul Sarte, que exaltava a violência anticolonial como forma de redenção e justiça social. Em 1960, fundado o Partido dos Trabalhadores khmer, torna-se seu militante e, posteriormente, seu líder. Em 1966, aproxima-se da linha maoísta de exaltação dos camponeses como classe revolucionária e, com o apoio logístico e militar chinês, arma camponeses analfabetos fanatizados, treinados para obedecer ao chefe e matar sem questionar. A guerra civil explode no país, em 1970, e com o vácuo do poder no país, os comunistas khmers aproveitam da situação para usar sua força militar, ocasião em que a capital do país, Phnom Pem, é tomada em 1975. Ao pregar a visão idealizada de um comunismo rural primitivo e a hostilidade doentia às cidades, Pol Pot manda evacuar toda a capital do país, na época, com 2,5 milhões de pessoas, para os campos e aí que começa a tragédia e o terror. Durante 44 meses, o regime totalitário do Camboja eliminou 2 milhões de pessoas, cerca de 25% da população do país. A população, que em 1975, era de 7,3 milhões de pessoas, foi reduzida, em 1979, a 5,8 milhões. As classes superiores do país são as primeiras a serem chacinadas. Médicos, advogados, profissionais liberais, juízes, tradutores, universitários, escritores, comerciantes, considerados "corrompidos" pela cultural ocidental e inadequados a sociedade do "novo homem" puro socialista, são virtualmente exterminados, junto com suas famílias. A população civil é reduzida à escravidão nos campos da agricultura: escolas e hospitais são fechados e suas salas transformadas em fábricas de tortura e assassinato em massa. O país se torna um gigantesco campo de concentração e extermínio. A coletivização forçada e o controle estatal sobre a remessa de alimentos prejudicaram a produção de comida, levando a população à fome maciça. Somando ao desprezo ideológico a tudo que parecesse diferente, os khmers nutriam um ódio violento dos vietnamitas. Na fronteira do Vietnam, chacinas patrocinadas pelo khmer contra o país vizinho são registradas. Mulheres vietnamitas foram estupradas e tiveram suas vaginas cravadas com baionetas de fuzil. Gestantes tinham suas barrigas abertas e os fetos eram arrancados de seus ventres. Houve casos de mulheres com seios amputados e demais outras atrocidades. O mundo ocidental tinha esquecido o Camboja e, inclusive, alguns intelectuais apoiavam o regime criminoso de Pol Pot, vide Noam Chomsky, o "maior intelectual do mundo", na visão da esquerda atual. A esquerda ocidental dizia que as denúncias de violações de direitos humanos naquele país era invenção da propaganda norte-americana. Foi preciso que o Vietnã invadisse o país, em 1979, para acabar com a orgias de violência e derrubar o regime de Pol Pot. Foi preciso que um país comunista totalitário acabasse com as os crimes de outro país totalitário. As barbaridades do khmer vermelho foram retratadas em um famoso filme, "Os Gritos do Silêncio". 8.1.Retratos de um pesadelo alucinante. Soldados do khmer rouge: crianças de 13, 14 e 15 anos de idade, prontas para matar. Esta menina provavalmente não sobreviveu. . . Uma vítima carbonizada. Punição para as crianças. Milhares de valas comuns no Camboja, em 1979: um país reduzido a ossários. . . 9. Um, dos, três, mil Vietnans. . .
Campo de concentração no Vietnã: os maus tratos e torturas são os métodos para que os prisioneiros aceitem a ideologia dos seus opressores. Cidadãos vietnamitas arriscam suas vidas para fugir do inferno: tal como os "balseros" cubanos, é a liberdade ou a morte. O Que é Socialismo? (Parte 05)7. Comunismo na Ásia: um totalitarismo quase perfeito.
Se o totalitarismo na Rússia e na Europa em geral, adquiriu as dimensões violentas e trágicas, na figura da revolução russa e, posteriormente de Stalin, o totalitarismo asiático alargou na estratosfera a violência e o terror político. Em parte, pela concepção particular do totalitarismo na Ásia: ou seja, uma visão holística total da sociedade, cujas distinções entre governo e sociedade civil são completamente inexistentes. A própria tradição política asiática, pautada no despotismo autocrático, as noções entre o público e o privado, tão arraigadas no mundo ocidental, eram precárias. Na cultura política oriental existe uma concepção arraigada de que a vontade do governante deve se fundir com a vontade do cidadão particular. Daí o processo revolucionário ter sido muito mais violento e mais sanguinário. Se os soviéticos criaram mecanismos de burocratização da vida civil, os comunistas asiáticos não se contentavam apenas com o domínio total da sociedade: queriam controlar também a consciência do povo. Neste aspecto, são conhecidos os métodos de lavagem cerebral e os chamados "campos de reeducação ideológica", desenvolvidos pelos chineses, norte-coreanos e vietnamitas. Aplicando mecanismos de tortura física e psicológica das mais brutais, os comunistas asiáticos desenvolveram técnicas de destruição da consciência individual. Ainda que as ditaduras comunistas do Leste Europeu e mesmo na Rússia considerassem esse expediente, com histórias de internação psiquiátrica de dissidentes políticos e as sessões de "auto-crítica" e "purificação partidária", no geral, elas não estavam preocupadas com o que o povo pensava: bastava a adesão pública forçada ao regime e o partido comunista estava satisfeito. O regime chinês, norte-coreano e vietnamita elevou a "purificação ideológica" na loucura total: o controle ideológico era tão rígido, tão severo, que não admitia a "dupla moral" tolerada pelos comunistas europeus: ou era a adesão total e irrestrita ao partido, ou era a morte.
7.1. Coréia do Norte: a tribo militarizada.
A característica mais identificável da ditadura norte-coreana é o total fechamento das relações do país com o exterior. Salvo a aliança tradicional com a China, os cidadãos deste país são proibidos de entrar e sair de suas fronteiras, sob pena de serem fuzilados. A reclusão total na nação se coaduna com uma propaganda ideológica nauseante, que implica não somente a doutrinação em massa de crianças, como no culto à personalidade do ditador Kim Il song e sua família. As Tv´s locais e as rádios são usadas para divinizar o ditador. E como não devia deixar de ser, a brutalidade do regime é fartamente conhecida: execuções sumárias em praça pública, torturas, campos de concentração para "reeducação ideológica" e a fome, muita fome. De 1995 a 1997, a população norte-coreana decresceu em dois milhões de pessoas, que pereceram pela fome. Quando o regime norte-coreano recebeu alimentos, petróleo e ajuda dos Eua, para se desfazer de seu projeto nuclear, e salvar o povo faminto da carestia, a ditadura comunista desviou os recursos para alimentar seu exército e criar sua primeira bomba atômica. Quando os americanos descobriram a farsa, já era tarde demais: a Coréia do Norte já tinha sua arma nuclear.
7.2. Por trás da cortina de ferro da Coréia do Norte.
A Coréia do Norte invade a Coréia do Sul em 1950. Taejon, guerra da Coréia, 1950: execução sumária de milhares de civis sul-coreanos, pelas tropas da Coréia do Norte.
Tibet, 1950: monges budistas assassinados pelo exército chinês. A anexação do Tibet custou a vida de mais de um milhão de pessoas. A colonização maciça da população chinesa tornou os tibetanos minoritários em seu próprio país, acabando, para sempre com a sua autonomia política. Civis humilhados pelos fanáticos vermelhos. . . Laogai: o campo de concentração chinês, para presos políticos.
1989: Manifestantes violentamente reprimidos na Praça da Paz Celestial. Na foto acima, pessoas esmagadas por um tanque do exército chinês. As democracias esqueceram do Tibet! O Que é Socialismo? (Parte 04)6. A Espanha sob a bolchevização comunista: ensaio de uma loucura coletiva.
A queda da monarquia espanhola, em 1931, e a proclamação da segunda república abriu portas para o totalitarismo comunista, que mais dia, menos dia, ameaçou destruir o povo espanhol. A Espanha foi testemunha de atos de vandalismo, terror, assassinatos e crueldade ilimitada, nas mãos dos comunistas espanhóis. A instituição mais vítima deste terror foi a Igreja Católica. Milhares de templos de valor histórico inestimável, bibliotecas, obras de artes, foram destruídos. O anticlericalismo, tão violento quanto na Rússia soviética, foi sentido à flor da pele: milhares de padres, freiras e bispos assassinados, túmulos de eclesiásticos violados e as propriedades, inclusive as igrejas, confiscadas pelo Estado. Era apenas um ensaio da loucura coletiva e da guerra civil.
Cenas alusivas das atrocidades comunistas na guerra civil espanhola. No primeiro vídeo, a música tocada é "a las barricadas", cantadas pelos comunistas e anarquistas nos campos de batalha. E a segunda música é o Requiem de Mozart. Imperdíveis! Vídeo alusivo aos assassinatos em massa de católicos, praticados pelos comunistas na Espanha. ![]() Incêndio criminoso de um colégio católico, praticado por radicais de extrema-esquerda, 1931. ![]() Uma religiosa ferida sendo socorrida por populares, 1931.
Vandalismo comunista na Capela de São José, Madrid, 1931.
Vandalismo no Colégio Chamartín, praticado por radicais de extrema-esquerda, 1931. Um soldado da Guarda Civil assassinado por extremistas de esquerda, 1931.
A esquerda espanhola entrega a Espanha para os soviéticos: Jdanov, Stalin e Voroshilov, no portal de Alcalá, 1936. Stalin, o novo ditador da Espanha, 1937. Fotos de Calvo Sotelo, líder conservador espanhol de oposição no parlamento, assassinado pelos comunistas, no dia 13 de julho de 1936, dias antes da sublevação do exército espanhol no Marrocos e do ínicio da guerra civil. Uma igreja destruída pelos comunistas, Espanha, 1936.
Grupos paramilitares comunistas fazem tiro ao alvo na estátua do Sagrado Coração de Jesus, 1936. Cemitério de Paracuellos de Jarama: neste local jazem mais de 2 mil pessoas fuziladas pelos comunistas espanhóis, em agosto e setembro de 1936. Um cadáver de uma vítima em Paracuellos de Jarama, examinado para investigação forense. Tem que ser muito Franco pra combater o comunismo! O Que é Socialismo? (Parte 03)5-O comunismo pelo mundo afora: terror e violência em escala mundial!
5.1.Os crimes de Katyn, Polônia, 1940.
Em 1940, cerca de 20 mil oficiais do exército polonês foram chacinados pela polícia política soviética, num dos crimes mais covardes da segunda guerra mundial. Capturados pelo exército vermelho, sob a batuta de Lavrenti Beria, chefe da NKVD, os poloneses foram liquidados em nome da luta de classes: os oficiais eram "reacionários" e deviam ser executados. Em 1943, o exército alemão encontrou os corpos em uma vala comum na floresta de Katyn e chamou a Cruz Vermelha para averiguar a tragédia. Apesar dos indícios envolverem os comunistas no episódio, tanto o governo de Moscou, como o governo polonês pró-comunista, atribuíram aos homicídios em massa aos nazistas. Somente em 1990, para vergonha e mentira histórica geral, o governo russo reconheceu o envolvimento soviético nos assasssinatos. A identidade de uma das vítimas: os restos mortais do Padre Zielkoski e seus pertences pessoais acima.
Vinitsa, Ucrânia, 1937-1939: cadáveres de prisioneiros políticos ucranianos, assassinados pela NKVD. Praga, 1945: estupro e assassinato de duas mulheres, pelo exército vermelho. Um senhor, sentando ao lado dos cadáveres, chora pelas moças. . . Alemanha, 1945: cadáveres de mulheres e crianças alemãs, estupradas e mortas pelo exército vermelho. Execução sumária de prisioneiros soviéticos. . . 1945: Prisioneiro de guerra italiano num campo de concentração ioguslavo, do ditador Tito. O Que é Socialismo? (Parte 02) 3. Holodomor, ou a Grande Fome na Ucrânia de 1929 a 1932. O povo ucraniano foi vítima de uma das maiores atrocidades do século XX: o extermínio pela fome, deportações em massa e terror, de 4 a 6 milhões de ucranianos, sem contar algumas outras nacionalidades soviéticas. Se os judeus tiveram o "holocausto" ou o Shoah, os ucranianos e outros demais povos soviéticos tiveram o holodomor, ou a "morte pela fome", em língua ucraniana. Ao coletivizar a terra dos camponeses, Stalin deportou, pela força, milhões de cidadãos para as fazendas coletivas do Estado, ou os kholkozes. No entanto, devido aos maus tratos e ao tratamento análogo de escravos com que eram tratados, os camponeses se rebelaram e fugiam das fazendas, além de esconder os grãos dos alimentos, para sua própria sobrevivência, uma vez que o Estado confiscava a maior parte dos cereais. A mesma crise que matou milhões na Rússia, em 1921, ameaçava se repetir de novo, na coletivização. Todavia, Stalin não estava preocupado com isso. Como os agricultores resistiam ao confisco de seus bens e propriedades rurais, ele simplesmente usou a "arma da fome" para subjugar o campesinato soviético. Grandes extensões da Ucrânia tiveram seus grãos confiscados, e como uma massa de esfomeados fugia para as cidades, o regime comunista fechou as fronteiras das cidades, deixando a população morrer à mingua de fome. A polícia política soviética, para controlar os passos dos fugitivos da fome no meio rural, impôs um sistema de passaportes, para fiscalizar o direito de ir e vir dos cidadãos. Quem fosse pego sem passaportes, poderia ser deportado para seu local de origem, para os campos de concentração ou então seria fuzilado. Muitas crianças esfomeadas fugiam pra Moscou e eram mandadas de volta para a Ucrânia, para morrerem lá. Stalin ainda decretou uma perversa lei, chamada pelo povo como "lei das espigas": bastava o roubo de alguns grãos de alimentos, para imputar anos de cadeia ao infrator. Ou quando não iam para seu país de origem, alguns camponeses eram mandados para o "gulag" ou como "colono especial" na Sibéria, em condições de vida desumanas. Eram usados como mão de obra da GPU, a então polícia política da época, em regime de trabalhos forçados, onde uma boa parte morria de maus tratos e exaustão. A foto acima é uma pilha de cadáveres abandonadas num cemitério, causada pela fome.
3.1 Cenas do Holodomor.
![]() ![]() ![]()
Cadáveres de camponesas ucranianas. . . 4. Campos de concentração soviéticos.
![]() Atmosfera do gulag soviético, Kolyma, Sibéria.
O Que é Socialismo? (Parte 01)Eis aqui as imagens chocantes da mais absurda tirania da história humana! Não é o "realismo socialista" da propaganda mentirosa dos comunistas! É o realismo nu e cru do comunismo, quando ele é impostos na prática. Meias palavras bastam para desprezar tamanha tirania e ódio ao ser humano! No entanto, os crimes comunistas foram ignorados, sem nunca terem sido recordados. 1.O início do pesadelo: revolução russa de 1917.
2.O regime mostra sua face: começam os assassinatos em massa.
2.1.Os bolchevistas atacam a Estônia - 1919
2.3 O bolchevismo aterroriza a Polônia e a Hungria.
2.4. De pé, ó vítimas da fome. . .a Grande Fome de 1921-1922.
Ucrânia, 1920: os bolchevistas exigem mais cotas de cereais aos camponeses, impagáveis para a safra insuficiente de grãos, e causam uma rebelião em massa e uma nova guerra civil. Kharkov, uma das cidades outrora mais ricas da Ucrânia, é subjugada pelo terror vermelho. Cadáveres abandonados de civis fuzilados pelos comunistas. Esta foto foi tirada nos arredores de São Peterburgo, um pouco antes da Grande Fome de 1921, denunciando as condições monstruosas de vida do povo russo. O casal de camponeses simplesmente se alimentara dos dejetos do cadáver, incluindo, a cabeça do morto. Ademais, no auge da grande fome, canibalismo foi relativamente comum como meio de sobrevivência da população. Isso precederia os anos sombrios de Stalin, quando a coletivização forçada na agricultura, entre 1929 e 1932, gerou uma nova onda de fom e repressão política, matando outros milhões de civis soviéticos.
![]() Cadáveres de crianças russas, vítimas da fome - 1921-1922. |
|||||||||||||||||||||||||||
|
|